O transporte e a logística foram alguns dos segmentos que mais se reinventaram nas últimas décadas. De um lado, veículos cada vez mais conectados e, de outro, transportadoras provedoras de soluções logísticas mais inteligentes. Com o gerenciamento de risco não foi diferente.

Essa ferramenta saiu do plano tradicional de monitorar e rastrear a carga ou mesmo oferecer informações sobre o caminhoneiro. E se tornou um provedor de segurança logística a fim de amenizar riscos em todos os âmbitos da operação.

Está ocorrendo uma transformação digital do mercado de transportes e logística. Os sistemas de rastreamento ganharam uma complexidade muito grande. E, agora, além de atenderem às necessidades de gestão operacional da transportadora passaram a incluir muitas funcionalidades. E essas funções cumprem as exigências de toda a cadeia logística. Tais como os embarcadores que, em larga escala, já exigem o controle da telemetria para garantir suas políticas de saúde, segurança e meio ambiente, o chamado SSMA.

“O gerenciamento de risco saiu do formato tradicional, que consistia em criar um plano, monitorar e rastrear as cargas. E foi para outro patamar, com muito mais tecnologia e eficiência. Hoje, somos fornecedores de informações valiosas para o mercado. O ciclo tornou-se cada vez mais inteligente, online e em tempo real. Com etapas que trazem mais segurança e agilidade para transportadores e embarcadores”, avalia um empreendedor da área.

As gerenciadoras de risco vivem a era da integração digital. As empresas do segmento desenvolveram softwares capazes de concentrar em uma única plataforma todas as tecnologias de gestão de operação da transportadora. 

Essa integração trouxe ganhos à operação. As gerenciadoras conseguem concentrar todo o monitoramento dessa frota em um único mapa da gerenciadora.

Novidades em gerenciamento de risco

Uma das novidades mais recentes é uma ferramenta, que, na empresa, é chamada Autotrac Smart Camera. Ela consiste em câmeras embarcadas com gravador digital de vídeos (DVR), integrados à telemetria do rastreador.

Com esse sistema, em cada evento importante durante a viagem, o cliente recebe um alerta da violação. Além disso, também recebe um streaming de vídeo com as imagens. São quatro câmeras distribuídas no veículo. No caso de uma freada brusca, por exemplo, a câmera frontal traz um trecho de vídeo com os instantes anteriores e posteriores à freada, para que o gestor verifique a causa. Se a frenagem foi causada por animal na pista, pedestre, buraco na pista e outros. Ou se houve alguma colisão decorrente da freada. Outro bom exemplo é o envio de vídeos de dentro da cabine em caso de alertas de abertura da porta do carona.

“A experiência do operador de risco torna-se muito mais completa já que ele literalmente entra na cabine do veículo durante a viagem”, diz o diretor.

Outra ferramenta que está se popularizando rapidamente é o Sensor de Direção Segura (SDS) que controla eletronicamente sinais de fadiga, sonolência, distração (conversa com carona) e uso do celular, dentre outros. Sempre que o SDS percebe um desses comportamentos, o motorista recebe um alerta de voz automático dentro da cabine do veículo. E o cliente recebe um alerta no software indicando o tipo de violação, data, hora, local etc. para que ele possa tomar outras providências. Pode ser desde bloquear o veículo até como reduzir a potência do motor. Para os clientes que possuem câmeras embarcadas, pode-se ainda enviar o vídeo do motorista durante a violação.

Segurança

Existe uma tendência no mercado de gerenciamento de risco de integrar o celular do motorista no monitoramento da frota. A finalidade é fazer do aparelho mais uma ferramenta de apoio de localização do caminhão e do condutor.

Um aplicativo instalado no celular do condutor tem o papel de localizar o posicionamento do veículo e do motorista. À medida que, por exemplo, esse celular se afasta do veículo, a gerenciadora consegue saber onde está o motorista. No entanto, o sistema também pode ser uma importante ferramenta de apoio para monitorar o caminhão que não tem rastreador.

Inteligência na busca e oferta de frete

Essa solução também pode gerar oportunidade de frete para o caminhoneiro. Se o transportador estiver precisando contratar um motorista, ao invés de ele ir atrás de agenciadores de carga, com essa solução ele consegue monitorar o caminhão que está perto de onde ele tem que carregar a mercadoria, podendo já pode contratar esse motorista. Também pode contar com um filtro com o perfil do profissional e do veículo, o que evita que o transportador contrate motoristas com o perfil inadequado.

Com essa tecnologia, a indústria de gerenciamento de risco vem reduzindo em milhares de reais os prejuízos que podem ser causados em função de roubo de carga. E até reduzir os impactos causados por apropriações indevidas de identidades. E isso ocorre por meio do sistema de reconhecimento facial. Esse sistema identifica o motorista por meio de foto e, dessa forma, evita a clonagem e falsificação de documentos na hora de pegar o frete. 

Contribuições do GR para o TRC

O gerenciamento de risco ajuda em uma operação mais eficiente e econômica, com duas grandes contribuições: a primeira é a redução dos roubos e acidentes. O segundo ponto é a telemetria, uma vez que boa parte dos custos operacionais está concentrado em diesel, pneu e manutenção do veículo. E esses três itens são diretamente impactados pela forma como o motorista conduz o veículo.

“A telemetria veio exatamente para garantir que os limites operacionais definidos pela transportadora, pela apólice de seguro, pelas regras de SSMA do embarcador e pelos fabricantes de caminhões e pneus, sejam cumpridos. Só com o controle de velocidade e do limite de rpm (faixa verde), freadas bruscas. Além da gestão do veículo parado com motor ligado, todos proporcionados pela telemetria, a economia que se alcança com combustível e de pneu já paga todo o sistema de rastreamento”.

Fonte: Estadão (Adaptado)

Gerenciar uma transportadora não é uma tarefa fácil, pois o processo envolve mais do que a contratação de caminhões e motoristas para a entrega das mercadorias. Diante de tantos desafios e pressões, é necessário pensar estrategicamente e investir em boas práticas de gestão do transporte de cargas para alcançar negócios economicamente sustentáveis ​​e eficientes.

Dentre os diversos desafios da gestão de transporte de cargas, estão os atrasos na entrega, violência nas estradas e roubo de mercadoria. Mesmo diante de obstáculos e complexidade, a logística é um setor em rápido crescimento e altamente estratégico. Com o apoio das boas práticas e inovação tecnológica, é possível adotar uma gestão mais tática e eficaz do transporte de cargas. Confira algumas dicas a seguir:

  • Trace um plano de manutenções preventivas

Um bom gestor de frota sabe que evitar quebras de caminhões é muito melhor do que ter que consertá-los mais tarde. Uma estratégia eficaz é desenvolver um plano de manutenção preventiva cujo objetivo é justamente antecipar problemas e manter a saúde do veículo. Portanto, o plano ajuda a garantir a longevidade, qualidade e rentabilidade da frota.

A ideia é criar um cronograma de vistorias regulares. Nestes dias, os profissionais designados verificarão as várias partes do caminhão e organizarão a substituição de peças e óleo hidráulico de acordo com as recomendações de cada fabricante de automóveis (considerando a marca, ano, modelo, etc.). 

  • Faça um checklist dos veículos

Os veículos são o elemento mais importante da gestão do transporte de cargas. Além de serem ativos da empresa e representarem altos investimentos, são insubstituíveis para as operações. Portanto, é muito importante valorizar sua integridade e evitar que sejam danificados. O checklist nada mais é do que uma ficha com vários aspectos que precisam ser verificados. Nele, aparecem itens como: nível do óleo do motor, água do radiador, luzes internas e externas, pneus, freios, sistema de embreagem e suspensão, entre outros. 

  • Invista em gestão de riscos

Apostar na gestão de riscos significa investir na melhor qualidade e segurança dos processos logísticos e de transporte. Isso coloca sua empresa em uma posição de destaque, especialmente porque ela pode construir relacionamentos mais lucrativos com os clientes com base em sua responsabilidade e compromisso com o cumprimento de prazos e preços.

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Toda empresa que presta serviços de transporte de cargas ou que possua uma frota para entregas precisa implantar uma gestão de riscos. Visando minimizar os diversos problemas que afetam os resultados dessa área é preciso estudos e ações que reconheçam os problemas, apresentem as melhores alternativas para eliminá-los, apliquem métodos e ferramentas para diminuir os riscos da operação. Não tomar providências para a proteção da operação é colocar em risco o negócio e arcar com sérios prejuízos envolvendo recursos financeiros, perdas materiais e até mesmo vidas.

A gestão de riscos consiste em desenvolver, aplicar e manter planos de gerenciamento visando a eliminação ou minimização dos problemas que envolvem o transporte de cargas e a logística da empresa. Os maiores riscos encontrados pelas transportadoras e empresas que tem sua frota própria de veículos para a realização das movimentações de mercadorias são os seguintes:

  • Roubos e assaltos;
  • Perda ou avaria das mercadorias durante o trajeto;
  • Acidentes e danos com os veículos;
  • Apreensões de cargas e multas;
  • Atrasos na entrega;
  • Falhas nos processos, elevando os custos do transporte.

Todos esses problemas colocam em risco o resultado da operação, portanto, para cada um deles deve-se tomar providências, evitando-os ou pelo menos diminuindo a sua frequência. A partir da identificação dos problemas são necessárias ações, o que significa colocar na prática intervenções que possam evitar as situações citadas anteriormente.

É essencial que os profissionais contratados tenham características que envolvam extrema responsabilidade, portanto todo o cuidado deve ser tomado para evitar que motoristas e ajudantes com mau comportamento façam parte da equipe.

A tecnologia também colabora para um completo rastreamento de veículos e suas cargas durante toda viagem. Através dessa ferramenta é possível verificar as paradas, roteiros utilizados e acompanhamento desde a saída até a entrega da mercadoria ao seu destino.

Através do mapeamento e da roteirização é possível, através de sistemas, desenvolver os melhores trajetos para a entrega de mercadorias, configurando e escolhendo opções que considerem: distância, prazo de entrega, tráfego da região, custos com combustível, pedágios, assaltos e outros problemas com segurança.

A gestão de riscos é a melhor forma de se prevenir e minimizar os problemas existentes nas estradas do Brasil. Quer saber mais? Entre em contato com a nossa equipe comercial!

Como já falamos em nosso último post, um programa de gerenciamento de risco em transporte é um conjunto de práticas adotadas por uma empresa como forma de minimizar prejuízos, ameaças e danos que possam afetar as operações logísticas e não proporcionar uma entrega de qualidade para o cliente. Muitas transportadoras já entenderam que concentrar esforços para evitar problemas é muito mais eficiente do que consertá-los. Muitos riscos em logística são, infelizmente, inevitáveis, e envolvem aspectos internos e externos. 

Acidentes nas vias e a crescente violência nas estradas do País — causas de roubos, assaltos e perda de cargas — são exemplos concretos de situações com as quais uma empresa transportadora precisa lidar. Veja alguns deles: 

  • Manutenção dos veículos com valores elevados

A falta de alinhamento das rodas dos veículos faz com que o consumo de pneus e combustíveis sejam aumentados. Além disso, caso o filtro de óleo não seja trocado no tempo apropriado, partículas podem entrar no motor, afetando pistões, cilindro, válvulas e anéis. Em situações mais graves, pode fundir o motor por completo, gerando um prejuízo enorme para a companhia.

  • Roubo de cargas

O roubo de carga gera um rombo financeiro grande nas transportadoras do Brasil, o que é um caso preocupante. Afinal, essa prática pode elevar de forma considerável o preço das mercadorias transportadas.

  • Extravios e danos

Outro risco é a possível indenização, muitas vezes bem alta, que deve ser paga pela transportadora que entrega as cargas com algum tipo de dano, ou que deixa de entregar o item devido a extravios.

  • Multas e apreensões

A lei brasileira que versa sobre a regulamentação do transporte de carga é muito complexa. Isso significa que existem grandes chances da aplicação de multas quando o responsável pelo processo não entende sobre o assunto ou se encontra desatualizado.

Além disso, a falta de documentos obrigatórios durante o trajeto, como o CIOT, pode gerar a aplicação de multas, que podem chegar em uma média de R$550,00. Outro fator que incorre em multa é a falta de dados obrigatórios no Conhecimento de Transporte (CT-e) e a falta de cadastro dos veículos no RNTRC, com multas de R$1.500,00.

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Existem várias estratégias que podem ser usadas para garantir um gerenciamento de risco em transporte eficiente! Para fazer um bom gerenciamento de risco em transporte, comece elaborando um plano que vai nortear as demais ações adotadas pela empresa. Os passos que você vai precisar seguir são:

  • Identificar os riscos;
  • Analisá-los;
  • Levantar soluções e recursos para minimizá-los.

Como já foi dito, os principais riscos da movimentação de mercadorias no cenário brasileiro são: roubos e assaltos, extravio, perda e avaria dos produtos durante o trajeto, danos aos veículos (acidentes, estradas ruins), multas e apreensões, atrasos na entrega, processos ineficientes que causam falhas e elevam as despesas com o frete. Como vimos, as possíveis ameaças acontecem por diferentes motivos. Por isso, cada transportadora precisa fazer um diagnóstico para entender os problemas que atingem suas operações em maior ou menor intensidade.

O planejamento é uma etapa básica e, sobretudo, determinante para a gestão de riscos. Sem ele, o gestor não tem uma visão ampla dos perigos que rodeiam seu negócio e, consequentemente, não pensa em práticas de prevenção, nem protege seu patrimônio de forma efetiva. Um passo a passo bem prático para um planejamento é: 

  • Realize um escopo

Avalie os problemas que podem afetar uma etapa do processo.

  • Colete informações 

Junte vários colaboradores que façam parte do processo e veja quais fatos poderiam ocorrer e o que fazer caso aconteçam.

  • Detecte os riscos e suas consequências

Anote os riscos e como eles poderiam prejudicar a empresa.

  • Entenda os impactos de cada risco

Além da possibilidade de efetivação do risco, você também deve avaliar os impactos que ele pode proporcionar. Uma ideia é realizar essa classificação por meio de uma escala numérica, do mais crítico para o menos crítico.

  • Determine uma probabilidade

Para cada risco identificado, estabeleça se a possibilidade de esse risco se efetivar é baixa, média ou alta. Essa escala deve ser feita de acordo com as características do negócio.

Deu para entender melhor, não é? Entre em contato com a Global 5 e saiba mais!