A CNT, Confederação Nacional do Transporte, divulgou na última edição do informe Transporte em Movimento, algumas mudanças significativas que o surto de coronavírus proporcionou no setor do transporte. 

O ramo da logística e do transporte em geral, teve que se adaptar e mudar alguns processos em meio a pandemia. Felizmente, nem todas essas transformações são negativas.

Neste informe, a CNT mostra que as mudanças nos padrões de mobilidade urbana, de cadeias de suprimento globais e de consumo digital vêm contribuindo para consolidar um setor mais desenvolvido e com potencial mais colaborativo.

Confira o informe Transporte em Movimento na íntegra por aqui

Na publicação, a entidade destaca que o cenário atual chamou atenção para a necessidade de cadeias de suprimento globais mais ágeis, capazes de responder de forma eficiente às rápidas mudanças. Desta forma, a CNT frisa a importância da digitalização nas transações entre empresas e documentações exigidas por lei, sem aumento da burocracia.

Falando um pouco sobre e-commerce, em função do aumento do número de compras pela internet, as empresas de transporte estão operando em ritmo acelerado. Com isso, para diminuir o impacto do aumento da demanda no tempo de entrega, algumas empresas contrataram ainda mais entregadores e realizaram uma ampliação da corrida pela chamada last mile – que, em uma cadeia logística, é quando a mercadoria chega ao consumidor final.

Segundo o presidente da CNT, Vander Costa, a velocidade dessas transformações foi acelerada pela pandemia, porém, em tempos normais, o ritmo com que as exigências do mercado estão se alterando está cada vez mais intenso. “Este é o momento para aproveitarmos aquilo que foi positivo e garantir que esse ‘novo normal’ seja marcado por um sistema de transporte de qualidade, eficiente e adequado às realidades locais e por uma logística ágil e confiável. Tudo isso se reflete em ganhos para a economia e, consequentemente, para a sociedade”, comenta ele.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

A partir de agosto, começará a distribuição de uma nova gasolina para os motoristas brasileiros. Essa gasolina seguirá as novas especificações determinadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que entram em vigor em 03 de agosto deste ano.

Baseada na metodologia europeia, a nova gasolina terá mudança no padrão de octanagem para o tipo comum e do tipo premium, e também interferirá no custo final para o consumidor. No entanto, segundo a diretora da Petrobrás, Anelise Lara, o custo maior será positivo porque o veículo poderá rodar mais com menos combustível.

A nova gasolina possui algumas alterações que buscam deixar o combustível brasileiro mais próximo do que o já vendido na Europa e nos Estados Unidos, segundo alguns especialistas.

Sendo um dos parâmetros utilizados no processo destilação da gasolina, é o momento chamado de “50% dos evaporados”, em que ocorre a evaporação de 50% da massa do combustível.  Hoje em dia não existem limites mínimos para isso, apenas um máximo de 120°C para a gasolina tipo A (premium) e 80°C para a tipo C (comum). Agora, para a nova gasolina haverá um índice mínimo para a gasolina comum de 77°C.

Não há como dizer ao certo o valor que a nova gasolina custará e nem dizer com certeza o quanto ela vai gerar de economia, na prática. Segundo a Petrobras, as refinarias brasileiras têm capacidade e para realizar a produção da nova gasolina, no entanto, isso também seria um dos fatores de encarecimento dela.

Além do mais, também em nota sobre valores de barril, frete e câmbio, a Petrobras diz que a “nova formulação da gasolina permite uma redução de 4% a 6% do consumo do combustível nos motores. Esse ganho de rendimento compensa a diferença de preço da gasolina, porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro. Apesar de esta gasolina ter um custo de produção maior, não é isso que determina o preço final”

Baseadas nas informações técnicas e também na fala da agência responsável, pode-se dizer que a nova gasolina tem grandes chances de: aumentar um pouco o gasto de combustível da sua frota, mas compensar com a diminuição da quantidade de paradas dos seus veículos nos postos de abastecimento.

Desde a publicação da Resolução 807/20 sobre a nova regra, pequenas mudanças já começaram a ser realizadas na nova gasolina.

Em resumo, essas mudanças não aconteceram do dia para a noite e ainda levarão certo tempo para que a gasolina atual seja completamente substituída.

Fonte: UOL Economia