A partir de agosto, começará a distribuição de uma nova gasolina para os motoristas brasileiros. Essa gasolina seguirá as novas especificações determinadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que entram em vigor em 03 de agosto deste ano.

Baseada na metodologia europeia, a nova gasolina terá mudança no padrão de octanagem para o tipo comum e do tipo premium, e também interferirá no custo final para o consumidor. No entanto, segundo a diretora da Petrobrás, Anelise Lara, o custo maior será positivo porque o veículo poderá rodar mais com menos combustível.

A nova gasolina possui algumas alterações que buscam deixar o combustível brasileiro mais próximo do que o já vendido na Europa e nos Estados Unidos, segundo alguns especialistas.

Sendo um dos parâmetros utilizados no processo destilação da gasolina, é o momento chamado de “50% dos evaporados”, em que ocorre a evaporação de 50% da massa do combustível.  Hoje em dia não existem limites mínimos para isso, apenas um máximo de 120°C para a gasolina tipo A (premium) e 80°C para a tipo C (comum). Agora, para a nova gasolina haverá um índice mínimo para a gasolina comum de 77°C.

Não há como dizer ao certo o valor que a nova gasolina custará e nem dizer com certeza o quanto ela vai gerar de economia, na prática. Segundo a Petrobras, as refinarias brasileiras têm capacidade e para realizar a produção da nova gasolina, no entanto, isso também seria um dos fatores de encarecimento dela.

Além do mais, também em nota sobre valores de barril, frete e câmbio, a Petrobras diz que a “nova formulação da gasolina permite uma redução de 4% a 6% do consumo do combustível nos motores. Esse ganho de rendimento compensa a diferença de preço da gasolina, porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro. Apesar de esta gasolina ter um custo de produção maior, não é isso que determina o preço final”

Baseadas nas informações técnicas e também na fala da agência responsável, pode-se dizer que a nova gasolina tem grandes chances de: aumentar um pouco o gasto de combustível da sua frota, mas compensar com a diminuição da quantidade de paradas dos seus veículos nos postos de abastecimento.

Desde a publicação da Resolução 807/20 sobre a nova regra, pequenas mudanças já começaram a ser realizadas na nova gasolina.

Em resumo, essas mudanças não aconteceram do dia para a noite e ainda levarão certo tempo para que a gasolina atual seja completamente substituída.

Fonte: UOL Economia

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