Passadas as manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro para 7 de setembro, outra série de atos ocupou a agenda política do país: um possível bloqueio nacional de estradas liderado por caminhoneiros que dizem apoiar as pautas defendidas por Bolsonaro.

O bloqueio de caminhoneiros começou em resposta aos discursos de Bolsonaro no 7 de setembro – e correu o risco de tomar proporção maior, mesmo contra a vontade do presidente, que pediu a desmobilização do movimento.

Em menos de 24 horas após os atos, caminhoneiros não ligados a entidades de classe ou a organização de paralisações recentes se mobilizaram para bloquear ou se concentrar em rodovias federais em pelo menos 15 Estados.

Por volta das 15h30 desta quinta-feira, a Polícia Rodoviárias Federal informou que não havia mais bloqueios nas estradas, apenas pontos de concentração de manifestantes.

Em alguns vídeos compartilhados nas redes sociais, eles dizem estar lutando por pautas defendidas por Bolsonaro em seus discursos no 7 de setembro, que incluem ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à democracia.

Na noite de quarta-feira (09/09), o governo Bolsonaro reagiu aos protestos dos caminhoneiros pedindo que eles se desmobilizassem — já que, segundo o presidente, o bloqueio prejudicaria a economia e o próprio governo.

A fala de Bolsonaro pedindo a desmobilização foi distribuída em áudio por WhatsApp e não foi publicada em nenhum canal do governo ou ligado ao presidente — o que suscitou dúvidas dos caminhoneiros sobre a veracidade da declaração.

O áudio precisou ser confirmado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em um vídeo publicado no Twitter.

Uma das vozes mais atuantes foi a do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. Gomes é considerado foragido da Justiça, acusado de promover incitação de atos de caráter golpista contra o Congresso e o STF. Ele teria descumprido ordens cautelares do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Os vídeos de Zé Trovão — convocando o bloqueio, cobrando um vídeo pessoal de Bolsonaro e pedindo a manutenção das paralisações mesmo após o apelo feito pelo presidente — têm sido os mais compartilhados pelos caminhoneiros.

Confira abaixo cinco momentos-chave da mobilização de caminhoneiros por um bloqueio.

1. Atos de 7 setembro

fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/08/atos-bolsonaristas-no-7-de-setembro-desafiam-autoridades-entre-coibir-ou-tolerar-pautas-golpistas.shtml

O Brasil passou os últimos dias acompanhando a escalada de tensões com a convocação de Bolsonaro para protestos no dia 7 de setembro. Os atos aconteceram em diversas cidades do Brasil — com discursos de Bolsonaro para apoiadores em Brasília e São Paulo.

O presidente atacou ministros do STF e o sistema eleitoral brasileiro, dizendo que só sai “preso, morto ou com vitória” de Brasília.

O governo esperava mais de um milhão de manifestantes em Brasília e São Paulo, mas a secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo afirma que o ato na Avenida Paulista, considerado o maior do dia, reuniu 125 mil pessoas.

As manifestações transcorreram pacificamente — com exceção de um incidente no dia anterior, quando manifestantes — muitos deles caminhoneiros — invadiram uma área da Esplanada dos Ministérios próximo ao STF que estava sendo isolada por policiais. Os policiais cederam e liberaram o acesso ao local.

2. Caminhoneiros na Esplanada e bloqueios pelo país

fonte: https://thecompassbr.com/economia/caminhoneiros-bloqueiam-estradas-em-varios-estados-brasileiros/

Os protestos e as duras falas de Bolsonaro repercutiram fortemente no dia seguinte — quarta-feira (08/09) — dentro e fora do Brasil. Em Brasília, políticos e autoridades passaram o dia discutindo respostas ao presidente.

O presidente do STF, ministro Luiz Fux, alertou Jair Bolsonaro que sua ameaça de descumprir decisões da mais alta corte do Judiciário configuraria crime de responsabilidade e que poderia levar a um processo de impeachment. O presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), que é aliado do Palácio do Planalto, pediu um fim à escalada de tensão entre os poderes e das bravatas.

Enquanto Brasília vivia um dia cheio de reuniões e declarações, caminhoneiros simpatizantes do presidente em todo o país se mobilizavam por aplicativos de celular.

Os caminhoneiros que haviam invadido a Esplanada dos Ministérios no dia anterior ao ato de 7 de setembro se recusaram a sair do local, bloqueando o acesso aos prédios do Congresso Nacional e do STF.

As principais entidades de caminhoneiros e lideranças de paralisações recentes haviam se recusado a participar dos atos de 7 de setembro — mas caminhoneiros simpatizantes de Bolsonaro passaram a se organizar em grupos de WhatsApp e Telegram.

Alguns desses caminhoneiros começaram a bloquear estradas em 15 Estados brasileiros, segundo a Polícia Federal: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins.

Também começou a circular um vídeo do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, convocando uma paralisação geral: “Fala povo brasileiro, Zé Trovão por cá. Dia 8 de setembro de 2021, ok? Presta muita atenção: a partir de seis horas da manhã, 9 de setembro de 2021, amanhã, todas as bases brasileiras… fechem tudo, não passa mais nada”.

“Somente ambulância, oxigênio e remédio. Acabou. Não passa mais nada. Não passa carro pequeno não passa nada. Estão brincando com a democracia. Estão nos tirando para otário. E ninguém vai passar o resto da vida nas ruas parado não. Nós precisamos resolver o problema do Brasil agora, essa semana. Chegou a hora de mudarmos tudo de uma vez. (…) É pra trancar tudo. (…) Vamos salvar o nosso Brasil.”

3. Bolsonaro pede em áudio a desmobilização

fonte: Discurso do Presidente da República Jair Bolsonaro na Cerimônia de Lançamento das Autorizações Ferroviárias – Setembro Ferroviário.

À noite, começou a circular um áudio de Bolsonaro pedindo a desmobilização dos caminhoneiros envolvidos em bloqueios.

“Fala para os caminhoneiros aí que são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo e em especial os mais pobres. Então dá um toque nos caras aí se for possível para liberar, para a gente seguir a normalidade”, diz Bolsonaro no áudio de WhatsApp, em uma voz baixa com tom aparentemente cansado.

Não está claro para quem Bolsonaro estaria falando no áudio, mas ele parece estar pedindo a alguém que mande seu recado aos caminhoneiros.

“Deixa com a gente em Brasília aqui agora. Não é fácil negociar, conversar por aqui com outras autoridades agora. Não é fácil, mas a gente vai fazer a nossa parte aqui, vamos buscar uma solução para isso, tá okay? E aproveita aí no meu nome e dá um abraço aos caminhoneiros aqui.”

Alguns caminhoneiros disseram que não tinham certeza se a voz nos áudios realmente era de Bolsonaro.

Além disso, nenhum vídeo ou áudio foi postado nas redes de Bolsonaro, do governo ou de pessoas ligadas a ele — com a manifestação do presidente se espalhando apenas por WhatsApp.

4. 22h38 de quarta-feira: Tarcísio confirma

fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2021/09/09/ministro-tarcisio-confirma-veracidade-do-audio-de-bolsonaro-a-caminhoneiros.html

Na noite de quarta-feira, começou a circular um vídeo do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em que ele confirma a autenticidade da fala de Bolsonaro — e diz que o áudio “vazou”.

“Olá, 8 de setembro, já passam das dez e trinta e oito da noite, e nos grupos de caminhoneiros muita gente está questionando se um áudio que vazou do presidente da República é real e se esse áudio é atual, é de hoje. Bom, esse áudio é real, é de hoje, e mostra a preocupação do presidente com a paralisação dos caminhoneiros.” 

Freitas repete o argumento de Bolsonaro de que uma paralisação provocaria inflação, desabastecimento e impactos negativos aos mais pobres.

Assim como o áudio de Bolsonaro, o vídeo de Tarcísio Freitas não foi publicado em canais do ministério.

5. 1h35 da manhã – caminhoneiro ainda questiona

fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58506569

Em seguida, outro vídeo de um caminhoneiro conhecido como Zé Trovão — tido como um dos mobilizadores do movimento de bloqueios — também começou a circular.

O vídeo de Zé Trovão parece ter sido gravado depois do vídeo de Tarcísio Freitas confirmando a autenticidade do áudio de Bolsonaro. No entanto, o caminhoneiro não menciona o vídeo de Tarcísio Freitas e ainda questiona a veracidade da gravação de Bolsonaro. Não está claro se Zé Trovão viu o vídeo do ministro ou não.

“Hoje é dia nove de setembro de 2021, são exatamente 1h35 da manhã, tá? Vocês podem ver minha cara de cansado aqui, estamos o dia inteiro lutando”, diz Zé Trovão.

“Agora tá rodando nas redes sociais que o presidente da República fez um áudio que vazou pedindo aos caminhoneiros que abrissem, liberassem as pistas e voltassem a trabalhar. Okay. Esse áudio pode ser falso, pode ser verdadeiro, pode ser o que for.”

Zé Trovão então se dirige diretamente a Bolsonaro: “Presidente da República, se o senhor realmente quer que nós abrimos (sic) as pistas (…) eu tenho duas coisas para dizer para o senhor. Primeiro, a minha vida hoje está destruída, porque eu estou sendo perseguido politicamente com mandato de prisão (…). Outra coisa: nós queremos que o senhor fale isso para o povo brasileiro. Que faça um vídeo, que fale a data, fale o dia e que o senhor peça a nós caminhoneiros para abrir [as estradas]. Porque aí sim, nós vamos fazer vídeos pedindo para liberar as pistas. Sem isso, presidente, eu não vou fazer.”

“Não dá mais para confiar em áudios, em vídeos sem data, sem nada, porque pode ser coisa antiga. O que nós precisamos, é disso.”

Ele termina falando para a câmera, mas se dirigindo a Bolsonaro, que está na rua lutando “pelo teu governo, pelo senhor”.

6. Manhã de quinta-feira: Zé Trovão fala para ‘não afrouxar’

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/09/4947700-foragido—-ze-trovao—-diz-que-nao-se-entrega-ate-7-de-setembro.html

Na quinta-feira, novo vídeo de Zé Trovão voltou a circular. Ele dá “bom dia a todos”, constata a data do dia (quinta-feira, dia 9) e fala que a “noite foi longa e cansativa”.

Ele pede que os caminhoneiros mantenham o bloqueio das estradas.

“Mas aqui vai ficar o meu recado. Pessoal: não afrouxa não. Segura isso aí. Vamos segurar as pistas. Não é pra afrouxar não. Vamos manter o nosso foco, manter a nossa força. Nós não podemos afrouxar. Se nós afrouxar (sic) agora, nós perdemos o nosso país.”

E agora?

No meio da tarde, não havia mais bloqueios nas estradas, apenas pontos de concentração de manifestantes, segundo balanço do Ministério da Infraestrutura e da Polícia Federal Rodoviária.

O ministro Tarcísio Freitas postou em seu Twitter uma sequência de vídeos mostrando estradas que estavam supostamente bloqueadas com tráfego normalizado.

Mas há relatos de que algumas rodovias e a Esplanada dos Ministérios seguem bloqueadas por caminhoneiros.

Na manhã desta quinta-feira, Bolsonaro disse a apoiadores que se aglomeram na frente do Palácio do Alvorada que pretende se reunir com caminhoneiros “hoje para a gente tomar uma decisão”.

Mas ele não especificou com quem exatamente pretende conversar, já que as lideranças tradicionais dos caminhoneiros não participaram dos bloqueios — e Zé Trovão está foragido da Justiça.

Fonte: BBC

A Rota do Sol (RSC-453 e ERS-486), rodovia localizada entre Terra da Areia e Caxias do Sul, contará com novas normas para circulação de caminhões com peso bruto total superior a 23 toneladas. A regra será válida a partir do dia 17 de setembro. 

Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul, as novas normas estão presentes na Decisão Normativa 135/2021, publicada na última quarta-feira (18) no Diário Oficial do Estado.

A nova regra institui que: “Durante a baixa temporada, o transporte de cargas aos sábados estará liberado na Rota do Sol. Nas sextas-feiras, o período restrito no perímetro urbano de Caxias do Sul passa a ser das 16h às 19h – anteriormente era das 14h às 22h. As restrições previstas para os feriados permanecem, porém com adequações, caso sejam prolongados”.

O diretor de Operação Rodoviária do Daer, Sandro Vaz dos Santos acredita que a flexibilização não atrapalhará o tráfego da região. “Por meio de estudos técnicos, realizados com o apoio do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), concluímos que o tráfego de veículos de carga convencional, na baixa temporada, não compromete a fluidez e a segurança dessas rodovias. Por isso, caminhões comuns poderão transitar na Rota do Sol nos horários e dias da semana estabelecidos pela nova decisão normativa”, explicou.

“As novas regras consideram o número inexpressivo de acidentes com esses tipos de veículos, além do acréscimo da necessidade de transporte surgida devido a pandemia do Covid 19”, acrescenta a engenheira civil Diná Fernandes, superintendente de Transporte de Cargas do Daer. “Procuramos apresentar as informações de forma diferente, contemplando a alta e a baixa temporadas. O objetivo é que, dessa forma, consigamos proporcionar um melhor entendimento das normas para os fiscais e a população de modo geral.”. De acordo com ela, a DN 126 de 2019 – que tratava do transporte de cargas na RSC-453 e ERS-486 – está revogada.

O transporte de produtos perigosos, relacionados na Decisão Normativa 127/19, permanece proibido na Rota do Sol. A área atravessa a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, onde se encontra a Área de Preservação Ambiental (APA) Rota do Sol), Estação Ecológica Estadual Aratinga e Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa.

“Devido ao risco de acidentes com produtos químicos e assemelhados e considerando o compromisso do Daer com o Ibama, mantivemos esse cuidado para preservar a fauna e a flora no entorno da Rota do Sol”, afirma Santos.

O diretor informa que permanece a liberação para circulação aos caminhões que realizam o transporte de produtos perigosos no abastecimento de estabelecimento industrial ou comercial existente ao longo do segmento entre Tainhas e Terra de Areia, de segunda a quinta-feira, unicamente das 10h às 15h e mediante comprovação.

Fonte: Governo do Rio Grande do Sul (Adaptado).

O transporte e a logística foram alguns dos segmentos que mais se reinventaram nas últimas décadas. De um lado, veículos cada vez mais conectados e, de outro, transportadoras provedoras de soluções logísticas mais inteligentes. Com o gerenciamento de risco não foi diferente.

Essa ferramenta saiu do plano tradicional de monitorar e rastrear a carga ou mesmo oferecer informações sobre o caminhoneiro. E se tornou um provedor de segurança logística a fim de amenizar riscos em todos os âmbitos da operação.

Está ocorrendo uma transformação digital do mercado de transportes e logística. Os sistemas de rastreamento ganharam uma complexidade muito grande. E, agora, além de atenderem às necessidades de gestão operacional da transportadora passaram a incluir muitas funcionalidades. E essas funções cumprem as exigências de toda a cadeia logística. Tais como os embarcadores que, em larga escala, já exigem o controle da telemetria para garantir suas políticas de saúde, segurança e meio ambiente, o chamado SSMA.

“O gerenciamento de risco saiu do formato tradicional, que consistia em criar um plano, monitorar e rastrear as cargas. E foi para outro patamar, com muito mais tecnologia e eficiência. Hoje, somos fornecedores de informações valiosas para o mercado. O ciclo tornou-se cada vez mais inteligente, online e em tempo real. Com etapas que trazem mais segurança e agilidade para transportadores e embarcadores”, avalia um empreendedor da área.

As gerenciadoras de risco vivem a era da integração digital. As empresas do segmento desenvolveram softwares capazes de concentrar em uma única plataforma todas as tecnologias de gestão de operação da transportadora. 

Essa integração trouxe ganhos à operação. As gerenciadoras conseguem concentrar todo o monitoramento dessa frota em um único mapa da gerenciadora.

Novidades em gerenciamento de risco

Uma das novidades mais recentes é uma ferramenta, que, na empresa, é chamada Autotrac Smart Camera. Ela consiste em câmeras embarcadas com gravador digital de vídeos (DVR), integrados à telemetria do rastreador.

Com esse sistema, em cada evento importante durante a viagem, o cliente recebe um alerta da violação. Além disso, também recebe um streaming de vídeo com as imagens. São quatro câmeras distribuídas no veículo. No caso de uma freada brusca, por exemplo, a câmera frontal traz um trecho de vídeo com os instantes anteriores e posteriores à freada, para que o gestor verifique a causa. Se a frenagem foi causada por animal na pista, pedestre, buraco na pista e outros. Ou se houve alguma colisão decorrente da freada. Outro bom exemplo é o envio de vídeos de dentro da cabine em caso de alertas de abertura da porta do carona.

“A experiência do operador de risco torna-se muito mais completa já que ele literalmente entra na cabine do veículo durante a viagem”, diz o diretor.

Outra ferramenta que está se popularizando rapidamente é o Sensor de Direção Segura (SDS) que controla eletronicamente sinais de fadiga, sonolência, distração (conversa com carona) e uso do celular, dentre outros. Sempre que o SDS percebe um desses comportamentos, o motorista recebe um alerta de voz automático dentro da cabine do veículo. E o cliente recebe um alerta no software indicando o tipo de violação, data, hora, local etc. para que ele possa tomar outras providências. Pode ser desde bloquear o veículo até como reduzir a potência do motor. Para os clientes que possuem câmeras embarcadas, pode-se ainda enviar o vídeo do motorista durante a violação.

Segurança

Existe uma tendência no mercado de gerenciamento de risco de integrar o celular do motorista no monitoramento da frota. A finalidade é fazer do aparelho mais uma ferramenta de apoio de localização do caminhão e do condutor.

Um aplicativo instalado no celular do condutor tem o papel de localizar o posicionamento do veículo e do motorista. À medida que, por exemplo, esse celular se afasta do veículo, a gerenciadora consegue saber onde está o motorista. No entanto, o sistema também pode ser uma importante ferramenta de apoio para monitorar o caminhão que não tem rastreador.

Inteligência na busca e oferta de frete

Essa solução também pode gerar oportunidade de frete para o caminhoneiro. Se o transportador estiver precisando contratar um motorista, ao invés de ele ir atrás de agenciadores de carga, com essa solução ele consegue monitorar o caminhão que está perto de onde ele tem que carregar a mercadoria, podendo já pode contratar esse motorista. Também pode contar com um filtro com o perfil do profissional e do veículo, o que evita que o transportador contrate motoristas com o perfil inadequado.

Com essa tecnologia, a indústria de gerenciamento de risco vem reduzindo em milhares de reais os prejuízos que podem ser causados em função de roubo de carga. E até reduzir os impactos causados por apropriações indevidas de identidades. E isso ocorre por meio do sistema de reconhecimento facial. Esse sistema identifica o motorista por meio de foto e, dessa forma, evita a clonagem e falsificação de documentos na hora de pegar o frete. 

Contribuições do GR para o TRC

O gerenciamento de risco ajuda em uma operação mais eficiente e econômica, com duas grandes contribuições: a primeira é a redução dos roubos e acidentes. O segundo ponto é a telemetria, uma vez que boa parte dos custos operacionais está concentrado em diesel, pneu e manutenção do veículo. E esses três itens são diretamente impactados pela forma como o motorista conduz o veículo.

“A telemetria veio exatamente para garantir que os limites operacionais definidos pela transportadora, pela apólice de seguro, pelas regras de SSMA do embarcador e pelos fabricantes de caminhões e pneus, sejam cumpridos. Só com o controle de velocidade e do limite de rpm (faixa verde), freadas bruscas. Além da gestão do veículo parado com motor ligado, todos proporcionados pela telemetria, a economia que se alcança com combustível e de pneu já paga todo o sistema de rastreamento”.

Fonte: Estadão (Adaptado)

Gerenciar uma transportadora não é uma tarefa fácil, pois o processo envolve mais do que a contratação de caminhões e motoristas para a entrega das mercadorias. Diante de tantos desafios e pressões, é necessário pensar estrategicamente e investir em boas práticas de gestão do transporte de cargas para alcançar negócios economicamente sustentáveis ​​e eficientes.

Dentre os diversos desafios da gestão de transporte de cargas, estão os atrasos na entrega, violência nas estradas e roubo de mercadoria. Mesmo diante de obstáculos e complexidade, a logística é um setor em rápido crescimento e altamente estratégico. Com o apoio das boas práticas e inovação tecnológica, é possível adotar uma gestão mais tática e eficaz do transporte de cargas. Confira algumas dicas a seguir:

  • Trace um plano de manutenções preventivas

Um bom gestor de frota sabe que evitar quebras de caminhões é muito melhor do que ter que consertá-los mais tarde. Uma estratégia eficaz é desenvolver um plano de manutenção preventiva cujo objetivo é justamente antecipar problemas e manter a saúde do veículo. Portanto, o plano ajuda a garantir a longevidade, qualidade e rentabilidade da frota.

A ideia é criar um cronograma de vistorias regulares. Nestes dias, os profissionais designados verificarão as várias partes do caminhão e organizarão a substituição de peças e óleo hidráulico de acordo com as recomendações de cada fabricante de automóveis (considerando a marca, ano, modelo, etc.). 

  • Faça um checklist dos veículos

Os veículos são o elemento mais importante da gestão do transporte de cargas. Além de serem ativos da empresa e representarem altos investimentos, são insubstituíveis para as operações. Portanto, é muito importante valorizar sua integridade e evitar que sejam danificados. O checklist nada mais é do que uma ficha com vários aspectos que precisam ser verificados. Nele, aparecem itens como: nível do óleo do motor, água do radiador, luzes internas e externas, pneus, freios, sistema de embreagem e suspensão, entre outros. 

  • Invista em gestão de riscos

Apostar na gestão de riscos significa investir na melhor qualidade e segurança dos processos logísticos e de transporte. Isso coloca sua empresa em uma posição de destaque, especialmente porque ela pode construir relacionamentos mais lucrativos com os clientes com base em sua responsabilidade e compromisso com o cumprimento de prazos e preços.

Entre em contato e saiba mais.

Toda empresa que presta serviços de transporte de cargas ou que possua uma frota para entregas precisa implantar uma gestão de riscos. Visando minimizar os diversos problemas que afetam os resultados dessa área é preciso estudos e ações que reconheçam os problemas, apresentem as melhores alternativas para eliminá-los, apliquem métodos e ferramentas para diminuir os riscos da operação. Não tomar providências para a proteção da operação é colocar em risco o negócio e arcar com sérios prejuízos envolvendo recursos financeiros, perdas materiais e até mesmo vidas.

A gestão de riscos consiste em desenvolver, aplicar e manter planos de gerenciamento visando a eliminação ou minimização dos problemas que envolvem o transporte de cargas e a logística da empresa. Os maiores riscos encontrados pelas transportadoras e empresas que tem sua frota própria de veículos para a realização das movimentações de mercadorias são os seguintes:

  • Roubos e assaltos;
  • Perda ou avaria das mercadorias durante o trajeto;
  • Acidentes e danos com os veículos;
  • Apreensões de cargas e multas;
  • Atrasos na entrega;
  • Falhas nos processos, elevando os custos do transporte.

Todos esses problemas colocam em risco o resultado da operação, portanto, para cada um deles deve-se tomar providências, evitando-os ou pelo menos diminuindo a sua frequência. A partir da identificação dos problemas são necessárias ações, o que significa colocar na prática intervenções que possam evitar as situações citadas anteriormente.

É essencial que os profissionais contratados tenham características que envolvam extrema responsabilidade, portanto todo o cuidado deve ser tomado para evitar que motoristas e ajudantes com mau comportamento façam parte da equipe.

A tecnologia também colabora para um completo rastreamento de veículos e suas cargas durante toda viagem. Através dessa ferramenta é possível verificar as paradas, roteiros utilizados e acompanhamento desde a saída até a entrega da mercadoria ao seu destino.

Através do mapeamento e da roteirização é possível, através de sistemas, desenvolver os melhores trajetos para a entrega de mercadorias, configurando e escolhendo opções que considerem: distância, prazo de entrega, tráfego da região, custos com combustível, pedágios, assaltos e outros problemas com segurança.

A gestão de riscos é a melhor forma de se prevenir e minimizar os problemas existentes nas estradas do Brasil. Quer saber mais? Entre em contato com a nossa equipe comercial!

Como já falamos em nosso último post, um programa de gerenciamento de risco em transporte é um conjunto de práticas adotadas por uma empresa como forma de minimizar prejuízos, ameaças e danos que possam afetar as operações logísticas e não proporcionar uma entrega de qualidade para o cliente. Muitas transportadoras já entenderam que concentrar esforços para evitar problemas é muito mais eficiente do que consertá-los. Muitos riscos em logística são, infelizmente, inevitáveis, e envolvem aspectos internos e externos. 

Acidentes nas vias e a crescente violência nas estradas do País — causas de roubos, assaltos e perda de cargas — são exemplos concretos de situações com as quais uma empresa transportadora precisa lidar. Veja alguns deles: 

  • Manutenção dos veículos com valores elevados

A falta de alinhamento das rodas dos veículos faz com que o consumo de pneus e combustíveis sejam aumentados. Além disso, caso o filtro de óleo não seja trocado no tempo apropriado, partículas podem entrar no motor, afetando pistões, cilindro, válvulas e anéis. Em situações mais graves, pode fundir o motor por completo, gerando um prejuízo enorme para a companhia.

  • Roubo de cargas

O roubo de carga gera um rombo financeiro grande nas transportadoras do Brasil, o que é um caso preocupante. Afinal, essa prática pode elevar de forma considerável o preço das mercadorias transportadas.

  • Extravios e danos

Outro risco é a possível indenização, muitas vezes bem alta, que deve ser paga pela transportadora que entrega as cargas com algum tipo de dano, ou que deixa de entregar o item devido a extravios.

  • Multas e apreensões

A lei brasileira que versa sobre a regulamentação do transporte de carga é muito complexa. Isso significa que existem grandes chances da aplicação de multas quando o responsável pelo processo não entende sobre o assunto ou se encontra desatualizado.

Além disso, a falta de documentos obrigatórios durante o trajeto, como o CIOT, pode gerar a aplicação de multas, que podem chegar em uma média de R$550,00. Outro fator que incorre em multa é a falta de dados obrigatórios no Conhecimento de Transporte (CT-e) e a falta de cadastro dos veículos no RNTRC, com multas de R$1.500,00.

Acompanhe nosso blog para saber mais! Entre em contato com nossa equipe para garantir

Existem várias estratégias que podem ser usadas para garantir um gerenciamento de risco em transporte eficiente! Para fazer um bom gerenciamento de risco em transporte, comece elaborando um plano que vai nortear as demais ações adotadas pela empresa. Os passos que você vai precisar seguir são:

  • Identificar os riscos;
  • Analisá-los;
  • Levantar soluções e recursos para minimizá-los.

Como já foi dito, os principais riscos da movimentação de mercadorias no cenário brasileiro são: roubos e assaltos, extravio, perda e avaria dos produtos durante o trajeto, danos aos veículos (acidentes, estradas ruins), multas e apreensões, atrasos na entrega, processos ineficientes que causam falhas e elevam as despesas com o frete. Como vimos, as possíveis ameaças acontecem por diferentes motivos. Por isso, cada transportadora precisa fazer um diagnóstico para entender os problemas que atingem suas operações em maior ou menor intensidade.

O planejamento é uma etapa básica e, sobretudo, determinante para a gestão de riscos. Sem ele, o gestor não tem uma visão ampla dos perigos que rodeiam seu negócio e, consequentemente, não pensa em práticas de prevenção, nem protege seu patrimônio de forma efetiva. Um passo a passo bem prático para um planejamento é: 

  • Realize um escopo

Avalie os problemas que podem afetar uma etapa do processo.

  • Colete informações 

Junte vários colaboradores que façam parte do processo e veja quais fatos poderiam ocorrer e o que fazer caso aconteçam.

  • Detecte os riscos e suas consequências

Anote os riscos e como eles poderiam prejudicar a empresa.

  • Entenda os impactos de cada risco

Além da possibilidade de efetivação do risco, você também deve avaliar os impactos que ele pode proporcionar. Uma ideia é realizar essa classificação por meio de uma escala numérica, do mais crítico para o menos crítico.

  • Determine uma probabilidade

Para cada risco identificado, estabeleça se a possibilidade de esse risco se efetivar é baixa, média ou alta. Essa escala deve ser feita de acordo com as características do negócio.

Deu para entender melhor, não é? Entre em contato com a Global 5 e saiba mais!